O Standard Bank Group ultrapassou o Capitec e o FirstRand para se tornar o banco mais valioso de África por capitalização de mercado.
Em maio, na Bolsa de Joanesburgo (JSE), o grupo registou uma capitalização de R517 mil milhões, o equivalente a cerca de 28,8 biliões de kwanzas, valor que permitiu superar o Capitec, que ficou nos R511 mil milhões, cerca de 28,5 biliões de kwanzas, e o FirstRand, com R503 mil milhões, cerca de 28 biliões de Kzs. A ascensão do Standard Bank não foi acidental.
Desde o segundo semestre de 2025, verificou-se uma intensa alternância de posições entre os três gigantes da banca sul-africana.
O Capitec chegou a liderar em agosto de 2025, o FirstRand recuperou a dianteira em novembro, mas o Standard Bank consolidou a liderança após o forte desempenho no Capital Markets Day de março de 2026 e os resultados anuais robustos.
Esta liderança por capitalização de mercado reforça outras dimensões de superioridade do grupo: é o maior banco de África por activos, com cerca de R3,6 trilhões em activos totais, equivalente a aproximadamente 201 biliões de kwanzas, e continua a ser a marca bancária mais valiosa do continente pelo quinto ano consecutivo, segundo a Brand Finance.
Neste ano, o valor dajá marca atingiu os US$ 2,6 mil milhões, cerca de 2,4 biliões de Kzs, um crescimento de 19% face ao mesmo período no ano anterior, ocupando o terceiro lugar entre as marcas mais valiosas de África, atrás apenas da MTN e da Vodacom, estando presente em 21 países africanos, com foco em trade finance, infraestruturas, corporate banking e inclusão financeira.
Os resultados financeiros de 2025, divulgados em março de 2026, confirmando a solidez da estratégia.
O grupo registou headline earnings de R49,2 mil milhões, cerca de 2,74 biliões de Kzs, um aumento de 11% em relação a 2024. A estratégia pan-africana do Standard Bank, aliada à parceria estratégica com o ICBC da China, que detém cerca de 19,7% do capital, tem sido decisiva, proporcionando acesso a capital, tecnologia e fluxos comerciais entre a China e África.
Além dos números, a conquista reflecte a maturidade dos mercados de capitais africanos, especialmente na África do Sul, que continua a ser o motor financeiro do continente, além de demonstrar a resiliência do grupo perante a volatilidade geopolítica, inflação e taxas de juro, bem como a confiança dos investidores na sua diversificação geográfica, em contraste com bancos mais concentrados apenas no mercado sul-africano.
Para o continente, o sucesso do Standard Bank reforça o seu papel estratégico na integração económica africana através do AfCFTA, no financiamento de infraestruturas e na transição energética. Apesar do optimismo, o Standard Bank terá de continuar a inovar em digitalização, inteligência artificial e inclusão financeira para manter a liderança face o actual contexto de evolução constante do mercado financeiro.
