Desembolsado sob a forma de doação, o montante tem como objectivo central integrar as economias do bloco às oportunidades geradas pela Zona de Comércio Livre Continental Africana (ZCLCAf).

O projecto será executado em parceria com a Câmara Consular Regional da UEMOA (CCR-UEMOA) e foca na eliminação de barreiras técnicas e no fortalecimento da infraestrutura de qualidade.

Entre as metas operacionais, destaca-se a prestação de assistência técnica e formação de formadores para 80 Pequenas e Médias Empresas (PMEs) com potencial exportador, com critérios de prioridade para negócios liderados por mulheres e jovens nos oito países-membros: Benim, Burkina Faso, Costa do Marfim, Guiné-Bissau, Mali, Níger, Senegal e Togo.

No plano estratégico, a iniciativa prevê a realização de consultas nacionais para avaliar o estado de implementação da ZCLCAf em cada jurisdição e a organização de um workshop regional para estabelecer um quadro comum de responsabilidade e monitorização comercial. Diferente de outros blocos, como a SADC, onde o investimento é frequentemente direccionado para infraestrutura física, a estratégia da UEMOA foca na convergência regulatória e na harmonização de normas de certificação e rotulagem, visando reduzir os custos transfronteiriços que actualmente encarecem os produtos regionais em cerca de 40%.

Com um mercado de cerca de 147 milhões de consumidores, a UEMOA procura elevar a sua quota de comércio intra-regional, que hoje situa-se entre 15% e 20%.

A longo prazo, espera-se que a padronização técnica seja capaz de reduzir o risco operacional para o sector bancário e facilitar o financiamento ao comércio.

 A expectativa é que a uniformização de regras aumente a atracção de Investimento Directo Estrangeiro (IDE), consolidando a soberania produtiva da região e reduzindo a dependência de importações externas através de produtos com selo de qualidade regional.